8 filmes sobre Mulheres Psicóticas

Um dos primeiros posts do Mulheres no Horror foi sobre o livro House of Psychotic Women da autora e curadora canadense Kier-La Janisse, que você pode conferir aqui. Com o mesmo título da versão americana de Los Ojos Azules de la Muñeca Rota (1974), o livro examina, com um tom autobiográfico, as personalidades neuróticas e as emoções destrutivas de mulheres dentro do gênero de terror – ou derivados do mesmo.

Janisse cria uma história pessoal reflexiva a partir de imagens e narrativas que examinam a loucura da mulher no cinema. Essa lista pretende celebrar não só essas personagens, mas mulheres que buscam respostas sobre suas histórias por meio de filmes que exploram os medos, as paranoias e as obsessões de suas mentes.

Como diria Elena Ferrante, “é uma tristeza a solidão feminina das cabeças.

Todas As Cores Do Medo (Tutti I Colori Del Buio, 1972)

Talvez o filme mais “alucinatório” de Sergio Martino, esse giallo é sobre uma mulher chamada Jane (Edwige Fenech) que está se recuperando após um acidente de carro em que ela perdeu seu filho. Atormentada por pesadelos e por um homem estranho que parece seguir seus passos, Jane, perturbada, se vê dentro de um culto satânico.

O Demônio (Il Demonio, 1963)

Com uma lente que pode ser considerada um tanto fetichista - como vemos em grande parte de filmes com elementos de terror - o diretor Brunello Rondi trabalha com a atriz Dahlia Lavi, que interpreta uma mulher (Purif) que tem sua obsessão romântica confundida por uma possessão demoníaca e, no auge de sua loucura, é decidido, pelos moradores de sua vila, que ela deve ser queimada ou exorcizada.

Em Minha Pele (Dans Ma Peau, 2002)

Provavelmente o filme mais conhecido da diretora e roteirista (e também atriz do filme) Marina de Van, “Em Minha Pele” é um retrato angustiante e íntimo de uma mulher (Esther) e seu fascínio por sua própria pele, usando da automutilação como instrumento para explorar sua relação com seu corpo.

Dr. Jekyll e As Mulheres (Dr. Jekyll et les femmes/The Strange Case of Dr. Jekyll and Miss Osbourne, 1981)

Baseado na vida real e no livro de Robert Louis Stevenson, o filme do diretor polonês Walerian Borowczyk é uma mistura de slasher e érotico. Porém, diferente da maioria das adaptações de “O Médico e o Monstro”, o verdadeiro horror desse filme pertence a Marina Pierro como Miss Osbourne, que consegue capturar a inocência transformada em violência da personagem de maneira imprescindível.

Sonhos Alucinantes (Let’s Scare Jessica to Death, 1971)

A incrível Zohra Lampert faz o papel de Jessica que, após um longo período dentro de um hospital psiquiátrico, se muda (com seu marido, que acha que um ambiente novo vai ajudar sua esposa “se sentir melhor”) para uma casa no meio do nada. Jessica cria um interesse excessivo por boatos sobre a família que morava anteriormente na casa e é atormentada pelo medo de estar “perdendo sua cabeça” novamente.

Alucarda (1977)

Justine é obrigada a viver em um convento após a morte de seus pais e fica amiga de uma garota chamada Alucarda, que foi abandonada no mesmo convento quando era apenas uma criança. A amizade e amor entre as duas desencadeia um horror emocional e sufocante.

Der Fan (1982)

A atmosfera dos anos 80 é cenário essencial para essa história, dirigida por Eckhart Schmidt, sobre uma garota (Simone) que é completamente apaixonada e obcecada pelo cantor pop “R”. Depois de passar um tempo com ele, Simone percebe que sua idealização romântica e a realidade não são a mesma coisa.

Possibly in Michigan (1983)

A videoartista Cecelia Condit é autora de diversos curtas, certamente não classificados como “terror”, mas muitas vezes grotescos, que investigam o lado sombrio da natureza humana. Usando justaposição de imagens e narrativas que exploram a subversão na representação da mulher na nossa sociedade, o segundo vídeo da artista, “Possibly in Michigan”, conta a história de duas mulheres que estão sendo perseguidas por um homem com uma máscara de plástico. Você pode assistir ao filme completo aqui.

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Resenhas críticas, artigos e dicas de filmes de Horror: tudo isso sob a perspectiva feminista, com o objetivo de debater a importância das mulheres no gênero, tanto atrás quanto em frente às câmeras, exaltando personagens femininas fortes e mulheres realizadoras de Horror no audiovisual.

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